Sobre amores…

Por Blackmage

E daí cambada, como estão?

A vida anda agitada: trabalho, estudo, jogos, namoro… que, por falar nisso, completou 7 meses recentemente. Nossa rotina continua basicamente a mesma: em fins de semana alternados nos vemos por um sábado e domingo inteiros, e em outros nos vemos um pouquinho – nesses ele “apenas” dorme comigo no fim de semana para podermos nos curtir um pouco na segunda quando volto do trabalho.

E hoje é um desses domingos em que à tarde ele foi para o trabalho, e eu fiquei por aqui, meio que sem vontade de fazer nada. Ligo a TV no Telecine Touch e vejo que está começando um filme que parece ser uma comédia romântica meio boba, traduzido como “500 dias com ela” (500 days of Summer, em inglês).

Resolvi assistir um pouco porque acho o “Joseph Gordon Levitt” gato pra caramba (embora ele precise de uma barba pra tirar aquele “rostinho de anjo” – afinal, homem sem barba e pêlos pra eu não é homem. Mas acabei me surpreendendo com o filme e a atuação dos protagonistas.

O filme começa contando o final do relacionamento de um carinha com uma garota, para depois contar pedaços sem nenhuma cronologia da história dos 2. A “vibe” do filme é bem instável: ele alterna entre momentos engraçados e momentos dramáticos, sem nenhuma ordem em particular. Apenas próximo do final do filme entendemos o porquê do relacionamento dos 2 não ter dado certo, e no dia “500” acontece algo pra que a história não termine tão triste.

Então, se estiverem a fim de ver um filme que faz pensar um pouco sobre relacionamentos, sobre romantismo e sobre “amores na vida real”, fica a dica. Tenho certeza que vocês vão se surpreender, e muitos até vão se identificar com o carinha – afinal, quem nunca amou alguém demais e foi decepcionado?

Agora vou aproveitar o resto do Domingo jogando Xbox até chegar a hora de pegar meu gato na estação.

Abração aí, se cuidem, e como eu digo aqui no chat: “não façam nada que eu não faria” (o que não é muita coisa, hehehhe).

Até a próxima!

Applause

Por Rafael Telles

E assim retomamos, ou pelo menos tentamos retomar a atividade do GPA.

Sumimos sim, mas é porque a vida engole a gente como se fosse ‘a baleia e o Pinóquio’.

E depois de tanto tempo, sobre o que falar? Sobre reaparecer talvez, sobre a necessidade de aparecer, ou quem sabe sobre o medo de sumir…sobre viver com a necessidade de precisar ser visto; não apenas ser visto, como também ser aprovado. Voltamos falando da sociedade do aplauso.

I live for the applause, applause, applause

As pessoas se importam mais com a imagem que os outros têm delas do que com o que realmente são, muitas vezes são o que não são e acabam sendo um verdadeiro não ser continuo, se esquecendo do que são tornando-se outro ser…rs que confusão!!!

Temos caminhado (na verdade já caminhamos muiiiiiito) para a construção de uma sociedade demasiadamente preocupada com a imagem. “Somos” guiados pela vaidade e não pela autoestima. Quando falo em autoestima, falo de virtude, valor e dignidade. Portanto, tem a ver também com moral, com agir em concordância com os próprios critérios de valor. Já a vaidade depende da maneira como os outros nos veem, ela sempre exige interlocutor. Assim, a vaidade é resultante do aplauso. Já a autoestima é resultante da avaliação que cada um faz de si, de sua atuação. O fato é que as pessoas estão mais preocupadas com o aplauso e com a opinião alheia.

“I stand here waiting

For you to bang the gong

To crash the critic saying

Is it right or is it wrong?”

 A vaidade se caracteriza por um prazer erótico de se exibir e se destacar; Freud já dizia que é tudo pelo sexo… então, para poder se destacar, a pessoa tem que ter algo que o outro não tem, senão não se destaca.

A vaidade humana encontrou um grande reforço nas redes sociais. Esse gosto pela exibição, por chamar a atenção e atrair olhares (os fans da Lady Gaga que digam). As pessoas sentem excitação ao ver que suas publicações ganham curtidas , visualizações, comentários, compartilhamentos, a ponto de que se nada disso acontece, o humor da pessoa sofre uma drástica alteração, e dependendo da recorrência, isso pode levar a depressão… causas modernas para doenças antigas.

Todo mundo gosta de aplauso é claro, não tem jeito de acabar com a vaidade; ela faz parte de nosso instinto. Se alguém negar totalmente a vaidade, sendo displicente ao máximo, isso também acaba caracterizando uma forma de vaidade, algo falso. Todos nós temos vaidade e é positivo ter um pouco de preocupação com boa aparência física, prestar atenção em como os outros te veem. Mas é preciso ter consciência da importância dela, gerenciar com mais sabedoria e conseguir bom-senso para não ser escravo desse sentimento.

A necessidade de aplauso acontece em todos os âmbitos da vida da pessoa, inclusive num relacionamento amoroso, e é por conta disso que muitas vezes as coisas não desenvolvem, pois o amor acaba virando uma competição por aplausos.

As relações afetivas estão revolucionando o conceito de amor e consequentemente de casamento. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. O que vai determinar a felicidade e a duração é a afinidade de caráter e também de estilo de vida, de projetos e gostos para o lazer. Sim, porque o cotidiano afetivo é mais do que tudo constituído de atividades lúdicas, que têm de ser do agrado de ambos. Caso contrário, viveremos em eternas concessões.

Give me that thing that I love

(Turn the lights on!)

Put your hands up make ‘em touch, touch

(Make it real loud)

Give me that thing that I love

(Turn the lights on!)

Put your hands up make ‘em touch, touch

(Make it real loud)

 A-P-P-L-A-U-S-E

 Na minha opinião Lady gaga fez uma crítica clara à sociedade do aplauso, no entanto acredito que as interpretações serão avessas a “real” intenção da música. De qualquer forma ainda assim cabe uma dica, Aplauda a sí mesmo!

Nós estamos no youPIX SP 2013

Por Rafael Telles

Falae marmanjada, informo que amanha dia 06 o GPA estará participando do Content Talent Show do youPIX SP 2013;  o Content Talent Show é o concurso pra revelar e estimular novos talentos da internet na área de produção de conteúdo.

O Gay por Acaso é um dos 8 finalistas da edição de 2013. Pra quem estiver no festival passa la no palco principal por volta do meio dia para dar aquela força!

Vejam quem são os outros participantes aqui!

Valew

 

Muita diversidade

por Rafael Telles

Dessa vez a Globo não economizou no que diz respeito à diversidade sexual em sua nova trama do horário nobre.

Desde o início da novela Félix, personagem de Mateus Solano, é assumidamente gay para os telespectadores, no entanto vive em um armário trancado a sete chaves para as outras personagens da trama. Pelo menos é isso o que ele acha, mas com todas aquelas peculiares expressões usadas por Félix, fica difícil acreditar em sua heterossexualidade.

Depois de seu romance com o lindo Anjinho, protagonizado pelo Mister Brasil 2011 Lucas Malvacini, Félix agora investe discretamente em Jacques, personagem de Júlio Rocha.

Jacques é aparentemente heterossexual, porém, mal caráter o suficiente para se relacionar com outro homem por interesse, o que faria dele um bissexual, por mais que ele diga que não.

E se 3 não fossem o bastante, na última semana duas novas personagens entraram na trama para compor o lado homossexual do bem! Trata-se do casal Eron e Niko (adorei os nomes!), Marcello Antony e Thiago Fragoso respectivamente.

Eron e Niko vão abordar um tema mais social, que é o desejo de casais homossexuais de terem filhos, principalmente por meio de barriga de aluguel.

Dizem as boas línguas que o lindo Lucas Malvacini, agradou tanto com sua carinha angelical, que isso renderá um retorno para a novela, e dessa vez com falas e atuações dignas de um homem apaixonado que conseguirá quem sabe tirar Félix do armário.

Veja agora o perfil de cada um deles:

Félix, Mateus Solano: É a bicha má da novela, acha que é discreto mas não engana ninguém, ou melhor engana a sí próprio achando que consegue lutar contra seus desejos, isso o transforma em uma pessoa sozinha, arrogante e infeliz.

 

 

 

Jacques, Júlio Rocha: Aproveitador de vilões gays de novela das 9, isso o define, não parece ser gay, mas está interessado em dar um bom trato no Félix para conseguir benefícios profissionais.

Eron, Marcello Antony: Advogado certinho que sonha em ter um filho com seu marido, no entanto parece que ainda existe espaço para o sexo oposto em seu coração, e uma paixonite  pela melhor amiga de seu marido mostrará que o amor não escolhe sexo.
Niko, Thiago Fragoso: Certinho e bonzinho demais, representa os gays mais seguros de sí com visual mais ousado, parece que vai sofrer um pouco em seu relacionamento com Eron.

Anjinho, Lucas Malvacini: Nada sabemos sobre ele, a não ser que é um gato!

Esperamos que seja mesmo um anjinho, e seja capaz de transformar o vilão em mocinho e provar que se se prender no armário é prejudicial à saúde.

 

 

 

 

 

Os Gouines

Não! Isso não é um filme. Os Gouines é um tipo de preferencia sexual, isso mesmo! E é mais comum do que você imagina.

Vejam essa matéria que encontrei no Farofa Digital e que explica melhor que são esses gouines:

“Gouines” são pessoas que praticam “gouinage”. Ótimo! Porém, isso não é muito esclarecedor, talvez porque são termos importados – neste caso da França, a terra da liberdade, igualdade e da fraternidade.

Nova tendência

Pois bem, em tradução exata “gouine” seria algo como gay “lésbico” ou um gay que faz sexo da mesma forma que as lésbicas. A palavra francesa “gouinage” significa em sentido literal “lesbianismo”, mas não é associada exclusivamente às lésbicas. Ela remete à prática sexual que consiste no sexo sem penetração. Sim, existe sexo sem penetração. Na França, o “guinage” é discutido como uma nova tendência, já no Brasil o tema é recente, mas claro que a prática é comum desde sempre. Ela só ganhou um nome.

Depoimentos

O primeiro veículo de comunicação a abordar o assunto com tal terminologia foi a revista francesa “PREF mag”, com a matéria “Ser Gouine ou Não ser?”. A matéria apresenta depoimentos de algumas pessoas adeptas dessa prática:

“Eu não conhecia, mas achei o estilo com ar mais cool, com menos pressão e tensão. Nós passamos duas horas na cama durante o dia e nenhuma das minhas transas, até aquele momento, duraram tato tempo assim. Tornei-me adepto e em meu cadastro on-line deixei claro: “Gouinage ou nada mais”. Agora, não faço nada mais que envolva penetração” confessa o bar man Marc que conheceu a tendência de maneira casual enquanto casava pela internet. Ao marcar um encontro o parceiro propôs que fizesse sexo daquela forma.

“Sempre vi minha sexualidade como algo sujo e a culpa sempre esteve presente. Eu tinha vergonha do sexo, de ir necessariamente ao cu para gozar. Tinha mais vergonha ainda de confessar aos meus parceiros que eu preferia não fazer o sexo anal”, completa o estudante de tatro Ben, de 19 anos, outro adepto da prática.

Marc ainda contou a “PREF mag” que a penetração não é de todo descartada “ […]você pode utilizar acessórios já que penetrar também faz parte do prazer. Mas a penetração é apenas uma parte do jogo. É tão importante quanto tocar, lamber, olhar[…]. O gouinage é uma prática livre que não tem códigos nem restrições”, finaliza o rapaz.

Sensações

Quantas vezes você se envolveu emocionalmente com um cara e se decepcionou porque sexualmente ambos curtiam a mesma posição¿ No gouinage, não há ativos nem passivos, ambos possuem a mesma vantagem sexual e nunca serão incompatíveis sexualmente, desde que a prática seja consensual. Como não há penetração, não há também tensão, dor ou desconforto. Assim, se utiliza todo ato sexual para a exploração dos sentidos como o olhar, o toque, o cheiro, o gosto e isso permite levar o prazer a um nível mais elevado.

Logo, “gouinage” pode se resumir em sexo sem penetração. Nessa visão, a penetração é algo dispensável e o verdadeiro sentido vai muito além de qualquer definição. Assim como existem ativos passivos e versáteis, os chamados “gouines” são mais uma alternativa para o sexo, pois a prática do gouinage compreende todos os ingredientes para se alcançar o orgasmo: estudar o corpo do parceiro, excitá-lo, senti-lo e proporcioná-lo prazer. Ou seja, de sexo incompleto não tem nada.

 

O texto que não diz nada tentando dizer tudo…

por Rafael Telles

Existem dois tipos de pessoas, as que se importam com a própria vida e as que se importam mais com a vida dos outros. Em ambos os tipos encontramos as que usam sua essência para bem ou para o lado negro da força.

 Olhar para si só em demasia te transforma em um egoísta, enquanto que olhar para os outros de forma ridicularizadora te transforma em uma espécie de neonazista.

 Dizem que os mais jovens estão cada vez mais tolerantes, eu não tenho certeza, sinto que as pessoas estão cada vez mais dissimuladas; tudo fica guardado por trás de uma máscara amistosa. Acreditem esse é o grande perigo.

 Caráter não tem a ver com idade, tem a ver com educação e ideal, e isso não é dever apenas dos pais ou tutores ensinar, é dever da sociedade.

 Mas esse tipo de assunto é como uma bola de neve rolando em uma montanha que cresce de tamanho à medida com que a avalanche rola…nunca tocará a base.

 Afinal quem é a sociedade?

 Valores nunca serão certezas, sociedade nunca será homogênea… Estes se modificam de acordo com o ponto de vista adotado.

 Alguns levantarão bandeiras achando que estão fazendo o melhor para todos, com isso se tornarão alvos fáceis para os que lutam do outro lado.

 Quem está certo?

 Melhor seria se investíssemos mais tempo mostrando quem somos do que gastando energia tentando dizer que estamos certos e os outros errados.

 Melhor seria se as diferenças fossem fontes de inspiração, do que um medo irracional por se sentir menor do que o outro.

 Melhor seria se existisse mais amor e humor…

 Se melhor seria… então pode ser?

A arte imita a vida!

por Rafael Teles

Já ouvi algumas pessoas criticando a Globo por conta da personagem que se tranca no armário, o rico e bem sucedido Felix, vilão da nova novela das 9. No entanto acredito que a emissora esteja apenas retratando uma realidade bem comum, a de homens que vivem uma vida dupla, reprimindo sua verdadeira natureza sexual.

Acredito que ao decorrer da novela algo acontecerá e o vilão possa se tornar alguém melhor após assumir sua sexualidade.

Na vida real, são muitos os casos de homossexuais que escondem sua verdadeira atração sob um casamento de fachada.

Os motivos são vários e vão desde o medo de serem descriminados pela sociedade, família e colegas, até o medo de sofrerem agressões (de origem física ou moral) nesses mesmos núcleos. Muitos homossexuais estabelecidos financeira e profissionalmente sentem medo de se assumirem e por conta disso perderem essas conquistas.

 A exemplo do administrador do hospital San Magno (Felix), ser bem sucedido pode dificultar ainda mais o desejo de se assumir publicamente. 

 Na grande maioria das vezes, o que leva um homossexual a resistir em sair do armário, tendo ele uma posição social de destaque, é o fato de sentir, por conta do preconceito forte imposto pela sociedade, que tanto seu sucesso quanto posição social correm sérios riscos de serem desconsiderados.

Esses homens em especial deveriam ter outra percepção, pois o sucesso adquirido pode ser uma comprovação de que caráter e as chances que uma pessoa tem na vida nada tem a ver com sua sexualidade.

Na trama global, após ser descoberto com outro homem, Félix confessou para a mulher que sente atração por homens desde a juventude, mas que estava disposto a se reprimir em favor da família. “Eu me tranco no armário e nunca mais saio de lá” disse Felix para a mulher.

 Os danos ocasionados pela manutenção da uma vida de aparência podem ser graves e refletir numa própria personalidade deficientePode-se perceber na personagem que homossexuais que insistem em ficar no armário, fingindo uma condição social, sexual e afetiva de mentira, tendem a ser pessoas amargas, frustradas e na maioria das vezes invejosas e agressivas. Brigam internamente com uma figura que não é real, sentem-se infelizes.

Agora nos resta esperar para descobrir se a novela irá ajudar esses homens em conflito, ou apenas cumprirá sua função de entretenimento.

Fonte: http://caras.uol.com.br

 

Homens com barba são os mais sex

Fonte O Globo

Com certeza tem muito GPA que concorda com esse estudo!

Um novo estudo mostra que os homens com barba são os mais sexy. Segundo a pesquisa da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, mulheres acharam mais atraentes homens que não faziam barba há cerca de dez dias. No entanto, os homens com aquela barba por fazer, de quem não usava gilete há uns cinco dias, foram considerados os menos atraentes, na comparação até com os barbeados, segundo o Daily Mail.

Os pesquisadores mostraram a centenas de mulheres e homens heterossexuais dez fotos de diferentes estágios de crescimento de barba e pediram para pontuarem as fotos por atração, masculinidade, saúde e potencial para parentalidade.

Os homens que não faziam barba há dez dias foram os mais populares entre mulheres pesquisadas, enquanto que a barba completa teve a maior pontuação para parentalidade tanto para mulheres quanto para homens heterossexuais. Homens com pouca barba por fazer tiveram os piores número com ambas as categorias.

Os pesquisadores investigavam a forma como os humanos veem a masculinidade dos homens e seus “atributos sociosexuais”. O estudo foi publicado no periódico “Evolution and Human Behaviour”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/homens-com-barba-sao-os-mais-sexy-mostra-estudo-8227497#ixzz2RxE5Es1k

Bruno Silva. A história que poderia ser a sua.

Nem todo gay gosta de Lady Gaga, nem todo gay usa gírias de gay, alguns não suportam gola V, outros nunca foram em uma boate gay. Esses caras são gays simplesmente por acaso, não levam o menor jeito pra isso.

Talvez tenha sido isso que chamou a atenção de Bruno Silva, saber que ele poderia continuar sendo ele e ser gay, sem precisar se anular e muito menos se adequar.

Há dois anos surgia o Blog Gay por Acaso, juntamente vieram a Fan Page, o Twitter e o Grupo de discussões, e no meio disso tudo estava ele, Bruno Silva, desde o início perguntando, se abrindo, questionando, experimentando, chorando e rindo, vivendo uma fase comum e marcante, os primeiros passos fora do armário.

Veja a entrevista com Bruno Silva em comemoração aos 2 ano de GPA.

GPA – Bruno fale um pouco sobre você: qual sua idade, ocupação e em que cidade mora? O que faz nas horas vagas?

Bruno – Bom, tenho 20 anos, sou de Brasília e atualmente vivo em Goiânia. Trabalho em uma empresa de telemarketing. Nas horas vagas gosto de ler, ouvir músicas, ver filmes e é claro namorar (rs).

 GPA – Você se lembra de quando conheceu o GPA?

Bruno – Conheci o GPA através do Twitter há uns dois anos atrás em um momento muito oportuno e decisivo da minha vida. Vi o perfi e fui dar aquela olhadinha básica para ver sobre o que se tratava;  foi aquele “BOOM”, e desde então acompanho o blog.

 GPA – Você é assumido para família/amigos? Se sim, desde quando? 

Bruno – Me assumi aos 18 anos, ou seja dois anos atrás, após muito pensar e repensar sobre o caso. Hoje todos sabem sobre minha sexualidade, pais e amigos também. Na verdade, eu acho que todos sabem, pois não escondo mais minha sexualidade,consequentemente, minha vida é um livro aberto. É claro que me adapto de acordo com ambiente, pois em cada caso acabo tendo que me portar de uma forma, mas quem não é assim? Seja hetero ou gay, isso faz parte do bom senso, saber se portar de acordo como pede o ambiente, é uma questão de respeito. Mas não escondo minha sexualidade!

GPA – O GPA te ajudou nesse processo? Como foi seu processo de saída do armário?

Bruno – Bom, como disse anteriormente o GPA entrou na minha vida em um momento oportuno e decisivo, pois, eu estava naquela fase de querer me assumir e ter o medo de consumar o ato. Os textos do blog, principalmente os Quase Contos, me ajudaram muito, pois, pude ver relatos de uma pessoa comum que passou muita coisa parecida comigo, era uma comprovação de que não havia nada de errado, principalmente porque os Quase Contos eram histórias reais, e depois eu até me tornei amigo do protagonista das histórias através do facebook.

AHhh! E o grupo de discussão do Facebook também ajudou muito, pois lá pude ver que existem muito mais pessoas como eu, e que ao compartilharem a história de sua caminhada para fora do armário, me mostraram que eu, e somente eu, teria condições e  forças necessárias para escolher a melhor forma de me assumir para o mundo. Cada um conhece o seu próprio tempo.

 GPA – Quais eram os seus grandes questionamentos enquanto vivia no armário?

Bruno – Sempre fui um jovem bobo, então era um tanto alienado, tinha medo de ser o que era, me sentia um monstro, um doente incurável. Sempre temi minha sexualidade, tinha medo do que poderia me acontecer, não que hoje não tenha mais medos, mas era tudo muito grande em minha cabeça.

Quando comecei a viver realmente a minha sexualidade vi que não era aquilo que eu pensava, o monstro não era tão perigoso como eu criava na minha imaginação; mas meu maior medo ainda era como minha família iria reagir em relação a minha homossexualidade.

Hoje, apesar de alguns problemas, vi que o amor que eles nutrem por mim é  muito maior do que o preconceito.

GPA- Como você se sente hoje?

Bruno – Hoje posso dizer com todas as letras SOU LIVRE. Me sinto completo, pois me esconder dentro do armário era destrutivo, acabava com minha auto estima e vontade de viver. Vivia pelos cantos sofrendo por ter que representar um papel que não era eu mesmo. Hoje sou livre, não preciso esconder o que sou, e estou bem naquela fase do “FODA-SE, EU QUERO MAIS É SER FELIZ”.

GPA – Qual recado você daria para quem sofre com a grande dúvida de sair ou não do armário?

Bruno – Para aqueles que não se assumiram ainda, só posso dizer que existe um mundo onde a felicidade e o preconceito estarão andando sempre juntos, mas que quando você dá a sua cara para bater, o mundo te respeita mais e começam a ver a sua verdadeira essência, e não a sua sexualidade. E para aqueles que dizem que vc é uma aberração apenas repita as palavras da Gaga: “eu sou belo a minha maneira, porque Ele não comete erros, estou no caminho certo, eu nasci assim”.

SIM! Eu ouço Lady Gaga rs.

Nunca se esqueçam de valorizar mais a sua essência do que a opinião alheia sobre você.

Início de Relacionamento

por BlackMage

 E daí cambada, tudo bem?

 Comecei a rascunhar esse post há mais ou menos uns 2 meses… mais ou menos o tempo em que tenho estado meio ausente aqui do GPA. Desde essa época estou namorando novamente, e eis que reler o que comecei a escrever aqui me reativou algumas lembranças da primeira noite em que “decidimos” o relacionamento.

 Aqui está o que comecei a escrever:

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 ” E aqui estou eu mais uma vez adiando meus Quase Contos… mas é por uma boa causa. Pensem nisso como um epílogo dele, e também como uma faxina mental. Eu estou precisando disso e quero compartilhar com vocês, até para colher algumas opiniões aqui nos comentários.

 Comecei a namorar recentemente. Usando um aplicativo chamado “Scruff”, comecei a procurar por caras a fim de mais do que uma noite e com um perfil parecido com o meu. E eis que encontro: o cara é bonito, inteligente, e como bônus – nerd, gamer e amante de tecnologia. Praticamente feito sob encomenda.

 E eu sempre achei que poderia dar certo com alguém que tivesse tantas coisas em comum comigo. Mas isso tem se provado mais difícil do que eu imaginava. Deixem explicar.

 Ele é um cara bem reservado – um canceriano típico: caseiro, tranquilo e bem introspectivo. Nas 3 semanas em que estamos juntos, fui descobrindo aos poucos as coisas sobre ele, e em uma noite fantástica de segunda para a terça dessa semana (jogamos, nos curtimos e conversamos – passamos a noite inteira acordados) descobri exatamente o que ele achava a meu respeito: ele gostou do relacionamento comigo porque eu não fico “em cima” dele toda hora – ligando, cobrando atenção, dando ataques de ciúmes… e foi aí que tive mais um daqueles meus “insights”.

 Quando encontrarem um cara que mexer com vocês, por favor, façam o possível pra não minar e desgastar a relação logo no início. Sei que é complicado ter que esperar respostas no WhatsApp, não ter o cara sempre a tua disposição quando tu quiser… mas pensem que, se vocês surtarem ou tiverem ataques de ciúmes logo nos primeiros dias, podem estar afugentando um possível parceiro por motivos bobos.

 No início de um relacionamento é normal nos sentirmos inseguros: horas pra responder uma mensagem podem fazer passar muitas besteiras pela nossa cabeça, quando na verdade o cara pode simplesmente estar ocupado com o trabalho dele, por exemplo. Uma mensagem de um amigo mais chegado no Facebook, aos olhos de ciúmes, pode ser interpretada como uma cantada ou algo pior. “

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 Agora, voltando ao presente.

 Quase 2 meses depois: continuamos juntos, e em um relacionamento estável. O único problema que temos é com horários: eu trabalho em horário comercial e ele à tarde e à noite. Fins de semanas alternados ele trabalha de sábado e domingo também, mas ganha 2 dias da semana de folga, sendo que ele passa 1 dia e meio desses comigo. No outro ele ganha todo o fim de semana, e passa comigo praticamente os 2 dias inteiros.

 Para quem teve um relacionamento anterior de 6 anos, e que sempre quando chegava em casa tinha o “marido” por lá, no início foi e até hoje ainda é um pouco difícil essa rotina de passar as noites da semana praticamente sozinho em casa. E sempre que vou buscá-lo na estação é por volta de uma meia-noite, então acabo tendo que sacrificar um pouco do meu sono para ficar junto com ele. Em algumas noites não durmo mais do que 3 horas, justamente para poder aproveitar o máximo de tempo que podemos juntos.

 Ao mesmo tempo que não o tenho “de corpo presente” durante a semana, sempre nos ligamos de madrugada para dar boa noite. Mas o papo vai sempre muito além disso: conversamos sobre nossos dias, sobre videogames, sobre tecnologia, enfim… vários assuntos. E o papo também costuma durar horas, dificilmente vamos dormir antes das 3 da madrugada. Detalhe que no máximo 8h da manhã eu tenho que estar em pé. 🙂

 Mas justamente pelo fato de já ter passado por um relacionamento longo, também sei que a rotina pode ser bastante prejudicial. Já falamos sobre morar juntos e tal, mas nenhum de nós 2, pelo menos por enquanto, se movimentou para que isso aconteça. Já conversamos sobre mudanças na casa, coisas para comprar e tal, mas nada de realmente concreto.

 Minha maior dúvida e meu maior receio no fato de morarmos juntos, algo que fatalmente irá acontecer, será a rotina. Está certo que temos praticamente 90% dos mesmos gostos para tudo, nunca falta assunto, assistimos animes, jogamos e os 2 estão bastante satisfeitos com o sexo… e tudo está justamente tão bom que fico com medo de estragar isso com a rotina do dia-a-dia. A distância da semana é complicada, mas ao mesmo tempo isso causa saudade, que explode no final de semana quando nos encontramos…

 Também tenho feito o possível pra não ser aquele namorado “grude” e “chato”. Como comentei há alguns dias atrás aí na passagem que citei acima, me controlo pra não ficar mandando WhatsApp a cada instante, pra não ficar fuçando Facebook, não ficar cobrando atenção e perguntando onde vai e com quem. Hoje sou da opinião que preciso deixar que o cara “conduza” a relação, que ele tenha reações e iniciativas por conta própria. Dessa forma, sei que ele está sendo autêntico e se superar minhas expectativas e me surpreender (o que tem acontecido com muita frequência), posso ter a certeza de que estou com o cara certo.

 Em breve vamos completar 3 meses de namoro. Um namoro diferente de todos os outros que já tive: com alguém muito parecido, que trabalha na mesma área, curte as mesmas coisas… mas também que é introvertido, caseiro, carinhoso e safado nos momentos certos, horas decidido, outras indeciso, enfim… se parar pra pensar, é um ser humano, imperfeito, que também está em busca de um outro ser humano… e exatamente por isso que a maior lição que eu tenho tirado até agora deste relacionamento e que vou levar pro resto da vida é que não posso despejar todos os meus desejos e vontades em cima do cara… tenho que dar espaço para que ele possa ser quem é e agir da maneira que sempre agiu… para que dessa forma eu possa ter ao meu lado alguém que está comigo porque realmente deseja estar, e não por qualquer outro motivo.

 Gostaria muito dos comentários, considerações e conselhos de vocês por aqui.

 Um abração, e até o próximo post! (que não irá demorar tanto dessa vez, prometo ;))

A vida dentro e fora do armário